Dissemos que só o que se aceita interiormente passa a ser seu próprio ser, de maneira que cabe falar de formação e crescimento, o que só percebem os sentidos e o entendimento continua sendo possessão exterior.
segunda-feira, 12 de junho de 2017
domingo, 21 de maio de 2017
Vocação prática e investigadora
"Mas ainda neste caso, a inclinação e a aptidão para o exercício prático será tanto menor quanto mais forte seja a vocação investigadora."
Uma vocação não elimina a outra.
Mas, é tão interessante o que Edith Stein disse que quanto mais forte a vocação investigadora, menor será o lado prático. (p.226)
Isso precisa ser levado em conta quando olhamos para os alunos e vemos que alguns possuem uma forte vocação investigadora, às custas da falta do espírito prático, que às vezes, pode ser percebido, como aluno preguiçoso, desleixado, na verdade, esse aluno tem uma vocação para a investigação. E, não para organizar cadernos, fichar matéria, coisas assim.
De outra parte, onde está sobrando o espírito prático, o aluno não vê sentido no "estudo", na investigação, o aluno tem grande energia para trabalhos que necessitem de praticidade, rapidez, ou talvez força, mas pouca ou nenhuma disposição em sentar e ouvir, copiar e ler.
E muitas vezes, associamos isso a uma espécie de mau comportamento, de um desvio, como se houvesse um problema com o primeiro tipo de pessoa e um problema com o segundo tipo. Na verdade, temos que ajudá-los para que possam ser configurados de tal forma que cheguem a ser aquilo que foram chamados a ser.
Uma vocação não elimina a outra.
Mas, é tão interessante o que Edith Stein disse que quanto mais forte a vocação investigadora, menor será o lado prático. (p.226)
Isso precisa ser levado em conta quando olhamos para os alunos e vemos que alguns possuem uma forte vocação investigadora, às custas da falta do espírito prático, que às vezes, pode ser percebido, como aluno preguiçoso, desleixado, na verdade, esse aluno tem uma vocação para a investigação. E, não para organizar cadernos, fichar matéria, coisas assim.
De outra parte, onde está sobrando o espírito prático, o aluno não vê sentido no "estudo", na investigação, o aluno tem grande energia para trabalhos que necessitem de praticidade, rapidez, ou talvez força, mas pouca ou nenhuma disposição em sentar e ouvir, copiar e ler.
E muitas vezes, associamos isso a uma espécie de mau comportamento, de um desvio, como se houvesse um problema com o primeiro tipo de pessoa e um problema com o segundo tipo. Na verdade, temos que ajudá-los para que possam ser configurados de tal forma que cheguem a ser aquilo que foram chamados a ser.
sexta-feira, 19 de maio de 2017
O vestido da mulher. Um problema pedagógico
A. Autorização da moda. Necessidade de vigilância (sobre excessos de vaidade e faltas contra leis eternas)
B. 1. O vestido moderno da mulher necessita uma especial atenção por parte do educador já que:
I. ele expõe sua pureza
II. ele põe em perigo a pureza dos demais
III. ele renega a feminilidade
2. Como pode atuar contra isso a educação?
I. Com o bom exemplo
II. Com uma adequada instrução
III. Com ordem e castigo
C. A moda com símbolo da época
(STEIN, Op. Cit,)
B. 1. O vestido moderno da mulher necessita uma especial atenção por parte do educador já que:
I. ele expõe sua pureza
II. ele põe em perigo a pureza dos demais
III. ele renega a feminilidade
2. Como pode atuar contra isso a educação?
I. Com o bom exemplo
II. Com uma adequada instrução
III. Com ordem e castigo
C. A moda com símbolo da época
(STEIN, Op. Cit,)
sexta-feira, 21 de abril de 2017
Educação ascética para a professora
Há algumas semanas, deparei-me com uma definição do que seria uma educação ascética. Essa definição pareceu-me clara e acertada, porém entrou em choque com algo que havia se estabelecido dentro de mim como ascese. A prática de jejuns e mortificações tem um resultado muito fecundo, e isso já era algo positivo.
No entanto, a ascese por si só não é o cristianismo. A razão de minha confusão inicial com a nova definição de Edith Stein é que havia me esquecido do D>d>p, (a Doutrina é maior que o discurso que é maior que a palavra, já falei sobre isso aqui).
Segundo a definição de Stein, e educação ascética é a configuração da alma para as verdades de fé. Logo, está em deixar o que você pensa para aceitar as verdades de fé.
"Por isso, a mestra necessita de uma formação mais profunda possível em dogmática e em ascética. Também é bom, é claro, a apologética, mas a outra parece mais importante: os argumentos já concluídos, por corretos que estejam, tem, com frequência, pouca força persuasiva. Mas aquele cuja alma está configurada pelas verdades da fé - e a isto chamo educação ascética - encontra sempre as palavras que para este ser humano e que para este instante são as adequadas." (STEIN, 2003, p. 81)
Uma verdade de fé é algo que sabemos porque Ele nos disse. Uma dessas verdades é essa: "Ele não nós há deixado como órfãos, mas nos há enviado o Espírito para que nos ensinasse toda verdade." (STEIN, 2003, p. 398)
Uma verdade de fé é algo que sabemos porque Ele nos disse. Uma dessas verdades é essa: "Ele não nós há deixado como órfãos, mas nos há enviado o Espírito para que nos ensinasse toda verdade." (STEIN, 2003, p. 398)
segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017
Em estado de jornada
"Os alunos e educadores são seres humanos "em estado de jornada ". Clarifiquemos ainda mais como a natureza humana está "em estado de viaandantes". Corpo e alma são uma unidade: o espírito necessita do corpo como instrumento do conhecimento - posto que o conhecimento humano se baseia sobre dados sensoriais, e como consequência, está ligada aos órgãos corporais - e como instrumento de suas ações, mas este instrumento indispensável lhe é ao mesmo tempo um impedimento: os sentidos estão submetidos ao engano, as debilidades e enfermidades do corpo impedem o espírito na hora de levar a cabo seus projetos; e as necessidades do corpo forçam o espírito em seu serviço; é próprio da natureza decaída que os instintos corpóreo-sensoriais não queiram subordinar-se ao espírito, que anseiam o domínio e, se cede, sufocam toda a vida espiritual superior. O homem é capaz de conhecer, mas está submetido ao erro, dá "como certo" acriticamente ao que os sentidos atestam, ou senão procede conforme as leis do pensamento (em sentido puramente lógico). O homem tem conhecimento do bem, e sua consciência lhe diz, em casos concretos, o que tem que fazer. Mas a vontade nem sempre tende ao que há sido compreendido como um bem, se deixa determinar pelos instintos sensíveis."(STEIN, 2003, p. 426)
segunda-feira, 30 de janeiro de 2017
A imagem da psicologia profunda e suas repercussões pedagógicas
"Para o fundador da psicanálise - e para grandes grupos que, se bem estimulados em um primeiro momento por ele, hoje adotam posições contrárias em pontos importantes - as forças profundas que determinam a vida em qualidade de poderes invencíveis são os instintos do homem". (STEIN, 2003, p. 565)
O fundador da psicanálise é Freud e para ele, segundo Stein, no íntimo do homem, com poderes invencíveis, estão os instintos, ou seja, pela programação humana, a vida instintiva é que tem a última palavra no caso do homem. Acontece que isso não é verdade, (para o cristão).
domingo, 29 de janeiro de 2017
De razão e liberdade
Com aquele quadro de Aristóteles, já explicado em outro lugar, chegamos a conclusão que o homem é dotado de razão e liberdade.
É notado que, em algum momento, passou-se a falar de outra díade, inteligência e vontade, para falar no lugar de razão e liberdade, respectivamente.
Pois Edith Stein, no seu tempo, notou que as pessoas não sabem mais o que é inteligência, nem o que é vontade, por isso, ela usa outro par, verdade e claridade, no lugar, respectivamente, de inteligência e vontade.
É notado que, em algum momento, passou-se a falar de outra díade, inteligência e vontade, para falar no lugar de razão e liberdade, respectivamente.
Pois Edith Stein, no seu tempo, notou que as pessoas não sabem mais o que é inteligência, nem o que é vontade, por isso, ela usa outro par, verdade e claridade, no lugar, respectivamente, de inteligência e vontade.
sábado, 28 de janeiro de 2017
Que significa ensinar, senão transmitir conhecimento?
"Significa, em primeiro lugar, aportar aos alunos juízos verdadeiros, percepções claras e conceitos corretos e, em segundo lugar, formar seu entendimento de tal maneira que sejam capazes de adquirir por si mesmos percepções claras, conceitos corretos e juízos verdadeiros. Com isso, teríamos conseguido um primeiro resultado. Claridade e verdade tem de a ser a meta do ensino até agora estabelecido." (STEIN, 2003, p.66)
A própria claridade é a meta do ensinar, então, não só o aluno deve chegar a conhecer algo (um juízo verdadeiro), como ele deve querer a claridade.
É muito intrigante porque se suporia que deve haver clareza na maneira como se ensina, ou seja, meio, mas Stein é surpreendente, porque coloca a claridade como própria meta do ensinar.
Pela comparação que Stein fez com a neblina, entendemos a relação entre verdade e claridade, o indivíduo não pode reconhecer o objeto que está a sua frente, enxerga-o muito mal, mas quando a neblina se dispersa, finalmente reconhece o objeto, trata-se da hospedagem para qual a excursão se dirigia. Portanto, a percepção antecede a inteligência, a verdade. Você chega ao juízo verdadeiro ao conceito correto, se tiver uma percepção clara.
E quanto a percepção (claridade), como eu chego?
Você tem que pedir: "Que eu veja, Senhor!" (Lc 18, 41b)
O senso comum está impregnado disso quando dissemos que nossos amigos não estão vendo, o que isso quer dizer, quer dizer que estão impregnados de um juízo falso, e não entendem porque não veem.
Em primeiro lugar, VERDADE, (aportar aos alunos juízos verdadeiros, percepções claras e conceitos corretos) e, em segundo lugar CLARIDADE (capazes de adquirir por si mesmos - só com uma percepção clara).
Da parte de quem ensina: VERDADE em primeiro, porque está acima da percepção
Da parte de quem aprende: CLARIDADE em primeiro, porque é a abertura/ vontade
A própria claridade é a meta do ensinar, então, não só o aluno deve chegar a conhecer algo (um juízo verdadeiro), como ele deve querer a claridade.
É muito intrigante porque se suporia que deve haver clareza na maneira como se ensina, ou seja, meio, mas Stein é surpreendente, porque coloca a claridade como própria meta do ensinar.
Pela comparação que Stein fez com a neblina, entendemos a relação entre verdade e claridade, o indivíduo não pode reconhecer o objeto que está a sua frente, enxerga-o muito mal, mas quando a neblina se dispersa, finalmente reconhece o objeto, trata-se da hospedagem para qual a excursão se dirigia. Portanto, a percepção antecede a inteligência, a verdade. Você chega ao juízo verdadeiro ao conceito correto, se tiver uma percepção clara.
E quanto a percepção (claridade), como eu chego?
Você tem que pedir: "Que eu veja, Senhor!" (Lc 18, 41b)
O senso comum está impregnado disso quando dissemos que nossos amigos não estão vendo, o que isso quer dizer, quer dizer que estão impregnados de um juízo falso, e não entendem porque não veem.
Em primeiro lugar, VERDADE, (aportar aos alunos juízos verdadeiros, percepções claras e conceitos corretos) e, em segundo lugar CLARIDADE (capazes de adquirir por si mesmos - só com uma percepção clara).
Da parte de quem ensina: VERDADE em primeiro, porque está acima da percepção
Da parte de quem aprende: CLARIDADE em primeiro, porque é a abertura/ vontade
quinta-feira, 26 de janeiro de 2017
O que não diz a antropologia cristã
"A modo de resumo, podemos dizer: desde a antropologia cristã, adverte-se que o ideal humanista projeta uma imagem do homem que conserva sua integridade, do homem antes da caída, mas ņão presta atenção alguma a sua origem e a sua meta, e prescinde por completo do fato do pecado original. A imagem do homem da psicologia profunda é a do homem caído, visto também estática e ahistoricamente: ficam sem considerar o passado do homem e suas possibilidades futuras, assim como o fato da Redenção. A filosofia existencialista nos mostra ao homem na finitude e no nada de sua existência; considera unicamente o que homem não é, e assim desvia seu olhar do que, com tudo, o homem é positivamente, assim como do Absoluto que comparece por detrás deste ser condicionado."
(STEIN, 2003, p. 572)
(STEIN, 2003, p. 572)
terça-feira, 24 de janeiro de 2017
Tarefa específica da escola
"Uma introdução suficiente na vida cultural geral leva a um grau de desenvolvimento mais elevado por cima da capacidade de ação da família. Introduzir em âmbitos culturais e ativar sua força configurações de seres humanos constituem a tarefa específica da escola." (STEIN, 2003, p. 533)
"Como podemos despertar em nossos alunos o sentido pelos gozos nobres?"
Podemos despertar o sentido pelos gozos nobres
I. Fazendo sobretudo que todos os alunos experimentem alegria:
1. Fazer que toda a vida escolar esteja cheia dela:
a) por meio da configuração das aulas,
b) por configuração da vida comum
c) pela própria natureza
1. Fazer que toda a vida escolar esteja cheia dela:
a) por meio da configuração das aulas,
b) por configuração da vida comum
c) pela própria natureza
2. Despertar alegria nas aulas:
a) nas matérias natureza, vida humana, arte, religião
b) na atividade de forças próprias (princípio de trabalho)
c) nas atividades organizadas especiais: festas, excursões, teatro, etc
a) nas matérias natureza, vida humana, arte, religião
b) na atividade de forças próprias (princípio de trabalho)
c) nas atividades organizadas especiais: festas, excursões, teatro, etc
II. Fazer entender o que são gozos verdadeiros e gozos falsos
1. Por leituras
2. Por conversações"
2. Por conversações"
(STEIN, 2003, p. 1129)
domingo, 15 de janeiro de 2017
Despertar da fé
Há tempos, ouvimos que precisamos não apenas apresentar os fatos, mas atentar-nos para a necessidade da compreensão. Pois é Edith quem nos diz que não se deve permanecer na mera compreensão, mas despertar a fé.
Quem é Edith Stein?
Nasceu em 1891, na Alemanha. Judia de origem, converteu-se ao catolicismo na sua busca pela verdade, quando já tinha terminado o seu doutorado na Universidade de Gottingen. Foi também assistente do filósofo Edmund Husserl, mas seu passo decisivo foi a entrada no Carmelo de Colônia, na Alemanha, quando adotou o nome de Irmã Tereza Benedita da Cruz. Com a perseguição aos judeus na Alemanha, mudou-se para o Convento na Holanda, mas com a invasão desse país pelos nazistas, Edith Stein foi levada junto com sua irmã, para o campo de concentração de Auschwitz, onde morreu, em 1942. Foi canonizada pelo papa São João Paulo II e, em 1999, foi declarada co-padroeira da Europa, junto com Santa Catarina, Santa Brígida, São Bento, São Cirilo e São Metódio.
Todas as citações nesse blog foram retiradas do livro:
STEIN, Edith. Obras completas, Escritos antropológicos y pedagógicos, v. IV, El Carmen, Espiritualidad, Monte Carmelo, 2003.
Quem é Edith Stein?
Nasceu em 1891, na Alemanha. Judia de origem, converteu-se ao catolicismo na sua busca pela verdade, quando já tinha terminado o seu doutorado na Universidade de Gottingen. Foi também assistente do filósofo Edmund Husserl, mas seu passo decisivo foi a entrada no Carmelo de Colônia, na Alemanha, quando adotou o nome de Irmã Tereza Benedita da Cruz. Com a perseguição aos judeus na Alemanha, mudou-se para o Convento na Holanda, mas com a invasão desse país pelos nazistas, Edith Stein foi levada junto com sua irmã, para o campo de concentração de Auschwitz, onde morreu, em 1942. Foi canonizada pelo papa São João Paulo II e, em 1999, foi declarada co-padroeira da Europa, junto com Santa Catarina, Santa Brígida, São Bento, São Cirilo e São Metódio.
Todas as citações nesse blog foram retiradas do livro:
STEIN, Edith. Obras completas, Escritos antropológicos y pedagógicos, v. IV, El Carmen, Espiritualidad, Monte Carmelo, 2003.
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