"Significa, em primeiro lugar, aportar aos alunos juízos verdadeiros, percepções claras e conceitos corretos e, em segundo lugar, formar seu entendimento de tal maneira que sejam capazes de adquirir por si mesmos percepções claras, conceitos corretos e juízos verdadeiros. Com isso, teríamos conseguido um primeiro resultado. Claridade e verdade tem de a ser a meta do ensino até agora estabelecido." (STEIN, 2003, p.66)
A própria claridade é a meta do ensinar, então, não só o aluno deve chegar a conhecer algo (um juízo verdadeiro), como ele deve querer a claridade.
É muito intrigante porque se suporia que deve haver clareza na maneira como se ensina, ou seja, meio, mas Stein é surpreendente, porque coloca a claridade como própria meta do ensinar.
Pela comparação que Stein fez com a neblina, entendemos a relação entre verdade e claridade, o indivíduo não pode reconhecer o objeto que está a sua frente, enxerga-o muito mal, mas quando a neblina se dispersa, finalmente reconhece o objeto, trata-se da hospedagem para qual a excursão se dirigia. Portanto, a percepção antecede a inteligência, a verdade. Você chega ao juízo verdadeiro ao conceito correto, se tiver uma percepção clara.
E quanto a percepção (claridade), como eu chego?
Você tem que pedir: "Que eu veja, Senhor!" (Lc 18, 41b)
O senso comum está impregnado disso quando dissemos que nossos amigos não estão vendo, o que isso quer dizer, quer dizer que estão impregnados de um juízo falso, e não entendem porque não veem.
Em primeiro lugar, VERDADE, (aportar aos alunos juízos verdadeiros, percepções claras e conceitos corretos) e, em segundo lugar CLARIDADE (capazes de adquirir por si mesmos - só com uma percepção clara).
Da parte de quem ensina: VERDADE em primeiro, porque está acima da percepção
Da parte de quem aprende: CLARIDADE em primeiro, porque é a abertura/ vontade