segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

A imagem da psicologia profunda e suas repercussões pedagógicas

"Para o fundador da psicanálise - e para grandes grupos que, se bem estimulados em um primeiro momento por ele, hoje adotam posições contrárias em pontos importantes - as forças profundas que determinam a vida em qualidade de poderes invencíveis são os instintos do homem". (STEIN, 2003, p. 565)

O fundador da psicanálise é Freud e para ele, segundo Stein, no íntimo do homem, com poderes invencíveis, estão os instintos, ou seja, pela programação humana, a vida instintiva é que tem a última palavra no caso do homem. Acontece que isso não é verdade, (para o cristão). 

domingo, 29 de janeiro de 2017

De razão e liberdade

Com aquele quadro de Aristóteles, já explicado em outro lugar, chegamos a conclusão que o homem é dotado de razão e liberdade.
É notado que, em algum momento, passou-se a falar de outra díade, inteligência e vontade, para falar no lugar de razão e liberdade, respectivamente.
Pois Edith Stein, no seu tempo, notou que as pessoas não sabem mais o que é inteligência, nem o que é vontade, por isso, ela usa outro par, verdade e claridade, no lugar, respectivamente, de inteligência e vontade.

sábado, 28 de janeiro de 2017

Que significa ensinar, senão transmitir conhecimento?

"Significa, em primeiro lugar, aportar aos alunos juízos verdadeiros, percepções claras e conceitos corretos e, em segundo lugar, formar seu entendimento de tal maneira que sejam capazes de adquirir por si mesmos percepções claras, conceitos corretos e juízos verdadeiros. Com isso, teríamos conseguido um primeiro resultado. Claridade e verdade tem de a ser a meta do ensino até agora estabelecido." (STEIN, 2003, p.66)

A própria claridade é a meta do ensinar, então, não só o aluno deve chegar a conhecer algo (um juízo verdadeiro), como ele deve querer a claridade.
É muito intrigante porque se suporia que deve haver clareza na maneira como se ensina, ou seja, meio, mas Stein é surpreendente, porque coloca a claridade como própria meta do ensinar.

Pela comparação que Stein fez com a neblina, entendemos a relação entre verdade e claridade, o indivíduo não pode reconhecer o objeto que está a sua frente, enxerga-o muito mal, mas quando a neblina se dispersa, finalmente reconhece o objeto, trata-se da hospedagem para qual a excursão se dirigia. Portanto, a percepção antecede a inteligência, a verdade. Você chega ao juízo verdadeiro ao conceito correto, se tiver uma percepção clara.

E quanto a percepção (claridade), como eu chego?
 Você tem que pedir: "Que eu veja, Senhor!" (Lc 18, 41b)

O senso comum está impregnado disso quando dissemos que nossos amigos não estão vendo, o que isso quer dizer, quer dizer que estão impregnados de um juízo falso, e não entendem porque não veem.


Em primeiro lugar, VERDADE, (aportar aos alunos juízos verdadeiros, percepções claras e conceitos corretos) e, em segundo lugar CLARIDADE (capazes de adquirir por si mesmos - só com uma percepção clara).

Da parte de quem ensina: VERDADE em primeiro, porque está acima da percepção
Da parte de quem aprende: CLARIDADE em primeiro, porque é a abertura/ vontade

quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

O que não diz a antropologia cristã

"A modo de resumo, podemos dizer: desde a antropologia cristã, adverte-se que o ideal humanista projeta uma imagem do homem que conserva sua integridade, do homem antes da caída, mas ņão presta atenção alguma a sua origem e a sua meta, e prescinde por completo do fato do pecado original. A imagem do homem da psicologia profunda é a do homem caído, visto também estática e ahistoricamente: ficam sem considerar o passado do homem e suas possibilidades futuras, assim como o fato da Redenção. A filosofia existencialista nos mostra ao homem na finitude e no nada de sua existência; considera unicamente o que homem não é, e assim desvia seu olhar do que, com tudo, o homem é positivamente, assim como do Absoluto que comparece por detrás deste ser condicionado."
(STEIN, 2003, p. 572)

terça-feira, 24 de janeiro de 2017

Tarefa específica da escola

"Uma introdução suficiente na vida cultural geral leva a um grau de desenvolvimento mais elevado por cima da capacidade de ação da família. Introduzir em âmbitos culturais e ativar sua força configurações de seres humanos constituem a tarefa específica da escola." (STEIN, 2003, p. 533)


"Como podemos despertar em nossos alunos o sentido pelos gozos nobres?"

Podemos despertar o sentido pelos gozos nobres
I. Fazendo sobretudo que todos os alunos experimentem alegria:
       1. Fazer que toda a vida escolar esteja cheia dela:
                a) por meio da configuração das aulas,
                b) por configuração da vida comum
                c) pela própria natureza
       2. Despertar  alegria nas aulas:
                a) nas matérias natureza, vida humana, arte, religião
                b) na atividade de forças próprias (princípio de trabalho)
                c) nas atividades organizadas especiais: festas, excursões, teatro, etc
II. Fazer entender o que são gozos verdadeiros e gozos falsos
      1. Por leituras
      2. Por conversações"
(STEIN, 2003, p. 1129)

domingo, 15 de janeiro de 2017

Despertar da fé

   Há tempos, ouvimos que precisamos não apenas apresentar os fatos, mas atentar-nos para a necessidade da compreensão. Pois é Edith quem nos diz que não se deve permanecer na mera compreensão, mas despertar a fé.
   Quem é Edith Stein?
   Nasceu em 1891, na Alemanha. Judia de origem, converteu-se ao catolicismo na sua busca pela verdade, quando já tinha terminado o seu doutorado na Universidade de Gottingen. Foi também assistente do filósofo Edmund Husserl, mas seu passo decisivo foi a entrada no Carmelo de Colônia, na Alemanha, quando adotou o nome de Irmã Tereza Benedita da Cruz. Com a perseguição aos judeus na Alemanha, mudou-se para o Convento na Holanda, mas com a invasão desse país pelos nazistas, Edith Stein foi levada junto com sua irmã, para o campo de concentração de Auschwitz, onde morreu, em 1942. Foi canonizada pelo papa São João Paulo II e, em 1999, foi declarada co-padroeira da Europa, junto com Santa Catarina, Santa Brígida, São Bento, São Cirilo e São Metódio.


Todas as citações nesse blog foram retiradas do livro:
 STEIN, Edith. Obras completas, Escritos antropológicos y pedagógicos, v. IV, El Carmen, Espiritualidad, Monte Carmelo, 2003.