"Mas ainda neste caso, a inclinação e a aptidão para o exercício prático será tanto menor quanto mais forte seja a vocação investigadora."
Uma vocação não elimina a outra.
Mas, é tão interessante o que Edith Stein disse que quanto mais forte a vocação investigadora, menor será o lado prático. (p.226)
Isso precisa ser levado em conta quando olhamos para os alunos e vemos que alguns possuem uma forte vocação investigadora, às custas da falta do espírito prático, que às vezes, pode ser percebido, como aluno preguiçoso, desleixado, na verdade, esse aluno tem uma vocação para a investigação. E, não para organizar cadernos, fichar matéria, coisas assim.
De outra parte, onde está sobrando o espírito prático, o aluno não vê sentido no "estudo", na investigação, o aluno tem grande energia para trabalhos que necessitem de praticidade, rapidez, ou talvez força, mas pouca ou nenhuma disposição em sentar e ouvir, copiar e ler.
E muitas vezes, associamos isso a uma espécie de mau comportamento, de um desvio, como se houvesse um problema com o primeiro tipo de pessoa e um problema com o segundo tipo. Na verdade, temos que ajudá-los para que possam ser configurados de tal forma que cheguem a ser aquilo que foram chamados a ser.
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