Há algumas semanas, deparei-me com uma definição do que seria uma educação ascética. Essa definição pareceu-me clara e acertada, porém entrou em choque com algo que havia se estabelecido dentro de mim como ascese. A prática de jejuns e mortificações tem um resultado muito fecundo, e isso já era algo positivo.
No entanto, a ascese por si só não é o cristianismo. A razão de minha confusão inicial com a nova definição de Edith Stein é que havia me esquecido do D>d>p, (a Doutrina é maior que o discurso que é maior que a palavra, já falei sobre isso aqui).
Segundo a definição de Stein, e educação ascética é a configuração da alma para as verdades de fé. Logo, está em deixar o que você pensa para aceitar as verdades de fé.
"Por isso, a mestra necessita de uma formação mais profunda possível em dogmática e em ascética. Também é bom, é claro, a apologética, mas a outra parece mais importante: os argumentos já concluídos, por corretos que estejam, tem, com frequência, pouca força persuasiva. Mas aquele cuja alma está configurada pelas verdades da fé - e a isto chamo educação ascética - encontra sempre as palavras que para este ser humano e que para este instante são as adequadas." (STEIN, 2003, p. 81)
Uma verdade de fé é algo que sabemos porque Ele nos disse. Uma dessas verdades é essa: "Ele não nós há deixado como órfãos, mas nos há enviado o Espírito para que nos ensinasse toda verdade." (STEIN, 2003, p. 398)
Uma verdade de fé é algo que sabemos porque Ele nos disse. Uma dessas verdades é essa: "Ele não nós há deixado como órfãos, mas nos há enviado o Espírito para que nos ensinasse toda verdade." (STEIN, 2003, p. 398)